quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

10 meses!

Meu amorzinho está crescendo... 10 meses. Tão rápido os nossos filhos crescem. Quando a gente se dá conta, lá estão eles fazendo coisas que a gente nem imagina. E muitas vezes nem vê, nem percebe.

A criança cresce a cada segundo. O tempo todo elas estão aprendendo e apreendendo. E eu que sou mãe de dois filhos especiais, mas um com a síndrome de Down, como bem disse uma mãe em um grupo que participo, percebo ainda mais o desenvolvimento de Lucas.

Isso porque, como já dito antes, no caso de uma criança sem nenhum comprometimento físico ou intelectual, a gente espera que ela consiga executar os movimentos mais ou menos em um determinado tempo que é padrão, por exemplo engatinhar entre os 8 e 10 meses, andar entre os 10 e 15 meses, etc. 

Em casos em que há um comprometimento é um pouco diferente. A criança necessita de estímulos especiais, precisa aprender a organizar os movimentos, a organizar a postura. Por isso, como já mencionei antes, fisioterapia, fonoaudiologia, e etc. E quando essa criança faz o movimento certo, organizado, a alegria toma conta de nossas vidas... Vou relatar algumas etapas de acordo com a nossa realidade e a de Lucas, a da síndrome de Down. A gente comemorou com um misto de lágrimas e sorrisos quando Lucas sustentou a cabeça sem apoio. Foi uma alegria imensa perceber o nosso filhote controlando a cervical e sem nenhuma ajuda conseguir olhar para tudo ao redor e de um lado para o outro. Isso aconteceu por volta dos 3, 4 meses, ou seja, nem com tanto atraso assim. Mas, foi mágico, foi lindo. Eu disse antes que vivi outra realidade, a de uma criança sem comprometimento e não lembro exatamente quando Mateus sustentou a cabeça... Injusto isso? Não sei, não vou ficar aqui me culpando por ter dado pouca atenção ao desenvolvimento do meu filho, mas me pego pensando nisso e refletindo sobre como a gente dá pouca atenção a essas coisas que são mágicas na vida de qualquer pessoa. E olhe que eu sou uma mãe muito participativa e no caso de Mateus, cuidei dele sem o apoio de nenhuma babá (só eu e o papai) durante 8 meses... Então, presença não faltou.

Não posso negar que a gente fica realmente na expectativa... E vendo Lucas conquistando espaços, se interessando pelas coisas e pessoas, estranhando outras, reclamando quando não está confortável, nos deixa muito felizes e satisfeitos com as possibilidades que ele demonstra que tem. Em nenhum momento nós achamos que ele seria incapaz, mas nós sabemos que ele precisa ultrapassar um obstáculo um pouco mais complicado do que Mateus. Nós sabemos que a hipotonia e a frouxidão dos ligamentos é um desses obstáculos, mas sabemos também que isso não é impeditivo. Por isso, nós comemoramos. Porque a gente vê o esforço e o trabalho de Lucas para conquistar, para superar as dificuldades.

É mágico também ver Lucas batendo palmas (sempre que o papai chega, ele comemora com palmas ou quando a gente entoa o cântico “parabéns pra você) ou levantando a mãozinha e balançando um tchau desengonçado (lindo!) para se despedir toda vez que alguém sai de casa. Aliás, loucura de Luquinhas por esse pai e por esse irmão... Amor que cresce a cada dia.

Quando Lucas sentou sozinho, sem apoio, aos 8 meses foi mais uma alegria. Dessas de tirar o fôlego. Só que antes ele não conseguia se apoiar corretamente com as mãos no chão, evitando cair deitado, por causa dos bracinhos curtinhos, Lucas acabava caindo. Agora ele consegue se sustentar e se sente que vai despencar, logo coloca a mãozinha no chão contendo o movimento. Ele também se coloca na posição de gato, balança e volta. Senta direitinho e bem organizado. Tá lindo o nosso Luquinhas. Um orgulho danado desse rapazinho de 10 meses...

Viva Luquinhas! Viva!!!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Divulgando - Primeiro Dia Internacional da Síndrome de Down na ONU terá forte presença brasileira

O primeiro Dia Internacional da Síndrome de Down oficial será celebrado na sede da ONU em NY, em 21 de março de 2012 (21/03), com a Conferência “Construindo o nosso futuro”.
Educação inclusiva, participação política, vida independente e pesquisas científicas são alguns dos tópicos que serão discutidos por auto-defensores, além de especialistas na síndrome, representando todos os continentes.
O Brasil estará fortemente representado por jovens da Associação Carpe Diem de São Paulo, que foram convidados para lançar o livro de sua autoria “Mude o seu falar que eu mudo o meu ouvir”, um guia de acessibilidade na comunicação para pessoas com deficiência intelectual. A publicação é a primeira no gênero de que se tem notícia no mundo e terá versões em português e inglês. As ações pela promoção da inclusão em parceria com a mídia do Instituto MetaSocial, da campanha Ser Diferente é Normal, em comerciais e novelas, entre outras, e as comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado no Brasil desde que foi lançado em 2006, também terão destaque. Tathiana Heiderich, repórter do programa Ser Diferente contará sua experiência na TV.

Fonte: http://www.inclusive.org.br/