Mostrando postagens com marcador Devaneios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Devaneios. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Vou contar por que...

Pois é... Dia desses escrevi aqui (depois de algum tempo sem escrever) que estava no limite... E, confesso, que de fato estou mais ou menos por aí mesmo...

As coisas não estão muito fáceis por aqui, há quase quatro meses que eu procuro por uma pessoa que me ajude com os meninos enquanto eu trabalho e... quatro tentativas depois, nada... Pior do que não ter uma babá é esse "entra e sai" de estranhas na minha casa, na minha vida, na minha intimidade, na minha privacidade... Difícil isso...

Aí vou contar uma coisinha para vocês: quando Mateus era bebê eu cuidei dele sozinha. E quando precisei de uma babá, não consegui me adaptar e aí, o que aconteceu? O filhote foi para um berçário, com oito meses. Foi uma decisão difícil, mas a melhor para a minha família naquele momento. Eu não concebia a ideia de deixar o meu pequeno sozinho com uma estranha, mas também não era muito simpática à possibilidade de deixá-lo na casa de alguma das avós diariamente... A nossa rotina iria ficar muito, mas muito complicada, além de complicar um pouco as relações familiares (eu não sou nada fácil, elas também não...).

Então Mateus foi para o berçário. E ficava lá o dia todo. Eu o deixava às oito da manhã e buscava antes das dezoito horas. Era uma rotina bem dinâmica, mas a que eu me acostumei e me adaptei bem. Aliás, todos em casa. O complicado mesmo era a incidência de viroses e infecções. Isso faz parte da vida escolar de qualquer criança. Mas, era complicado porque quando elas aconteciam, eu, que não tinha uma babá, precisava ficar em casa com ele e aí já viu... Deixava de trabalhar... Mas, enfim, foram alguns meses muito interessantes e de muitos ganhos e conquistas. Mateus aprendeu muitas coisas no berçário, eu estava satisfeita, Marcelo também, Mateus estava ótimo.

Mas, um dia, sem procurar, uma babá apareceu em minha vida. Digamos que, ela caiu do céu, porque eu não a procurei e ela me foi indicada e nós resolvemos tentar. Foi assim que Cris chegou em nossas vidas. Eu tive que me despir de alguns sentimentos e preconceitos, mas aceitei o desafio de ter uma babá. Mateus estava com quase um ano e meio e se adaptou super bem. Ficava um turno no berçário e o outro em casa. As coisas funcionaram muito bem em minha casa e para a minha família. As nossas rotinas mudaram bastante, acho até que a gente acabou se acomodando muito (acho que isso não foi bom, risos) e Cris se tornou de fato uma parceira. Eu mal pensava e ela já sacava. Parecia até que lia os meus pensamentos. Posso até dizer que Cris era muito melhor para mim do que para todo mundo aqui de casa... Mas, como as coisas tem que ser, né... Lucas chegou e eu precisei voltar a trabalhar... E comecei a exigir demais. E a minha relação com Cris mudou bastante. Esfriou. Desgastou. Eu sentia que algo não ia bem. Eu já não estava tão satisfeita com algumas posturas dela (achava mal humorada, sem vontade) e depois de uma chata conversa, para tentar melhorar as coisas, Cris resolveu ir embora. Mas, Cris plantou uma boa semente no meu coração, não tenho mágoas dela. Algumas vezes só lamento não ter dado a atenção que ela merecia. Mas, não foi por falta de vontade, mas pura e simplesmente por falta de tempo. Sempre guardei um bom sentimento por ela que continua em minhas orações.

Nada fácil... Uma babá que caiu do céu e então eu precisava de fato procurar uma "substituta", "sucessora", ou qualquer coisa parecida. E já se vão quase quatro meses. E já se foram quatro pessoas diferentes.

Algumas pessoas me disseram que babá é difícil para todo mundo quando eu disse que a babá para cuidar de um bebê "especial" precisa ter um quê "especial" também. Quase fui "comida" por algumas mais estressadas com o meu comentário. E calma lá galera, mas a mãe em questão sou eu... Não estava falando nada com a intenção de dizer que o meu problema é mais difícil ou pior do que o de ninguém. Mas, eu sinto isso. Por causa das exigências, por causa da paciência, da consistência, da persistência, se a babá não estiver comprometida, não dá... E, de fato, não pode ser qualquer uma... Precisa ser "especial" mesmo. E eu continuo em busca de alguém que não precisa ser perfeita, nem saber de tudo, mas que tenha comprometimento, boa vontade e paciência, que seja parceira. Espero que tão logo ela apareça, que eu a encontre ou que eu a conquiste... Quem sabe não pode ser assim?

É por isso que as coisas não estavam fáceis, porque além de estar à procura, já convivi com quatro pessoas diferentes. E para completar, o meu pequeno ainda apareceu todo pintadinho na semana passada, com febre... Por isso, desabafei. E apesar de não ter escrito nada além de um grito de socorro velado, algumas pessoas leram nas entrelinhas e ficaram preocupadas comigo. Por isso, preciso agradecer com todo carinho e gratidão... Obrigada, vocês são incríveis.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dia das Crianças

Desde a semana passada que tento parar e escrever um pouco, mas com babá de férias as coisas estão ainda mais intensas por aqui... Na última vez que ela saiu de férias, éramos somente nós três, então tudo ficou mais fácil. Agora, com Luquinhas, preciso redobrar minha atenção para Mateus e ainda assumir algumas coisas em casa. Nada demais para mim, mas é verdade que o blog ficou bem defasado... Vamos que vamos!

Essa semana foi uma semana bem particular em pensamentos, reflexões. Minha cabeça fervilhando com diversos encontros com mães diversas, dia da criança - e de Nossa Senhora Aparecida - e dia do Educador. Além, é óbvio, das muitas aprontanças dos meus filhotes que a cada momento me trazem novidades.

Enfim, falando das mães que encontrei: nunca vi bicho tão ansioso como mãe... Além de culpadas, são extremamente ansiosas... É um tal de "meu filho ainda não anda", " o meu andou com 9 meses, mas ainda não fala", "esse aqui foi prematuro, por isso vai ser bem mais devagar que o irmão", "e o meu que não quer mamar, só pega a mamadeira?!", "ah, minha filha, ainda bem, porque esse aqui não larga o peito, não aceita mamadeira de jeito nenhum...".

Meu Deus, como podemos conseguir relaxar assim? Com tanta exigência, com tanta cobrança? Difícil. Ouso até dizer que desse jeito é impossível! Mas, pensando bem, acho que não. Acho que a gente precisa aprender. E ser mãe é uma chance maravilhosa para isso. Aprender a respeitar a individualidade dos nossos filhos. Aprender definitivamente que não se pode comparar uma pessoa com outra. Lucas e Mateus me ensinam isso a todo momento.

Ser mãe especial não me tornou totalmente diferente, mas acalmou ainda mais o meu coração para todas essas exigências. Não bastasse o imediatismo juvenil (crianças agora desenvolvem doenças de adultos), ainda tem mãe e pai que cobram de seus bebês um desenvolvimento no tempo que eles acham conveniente. Claro que não estou aqui para dizer que devemos negligenciar. É importante sempre observar e avaliar atrasos significativos. O que estou a dizer é que precisamos viver um dia de cada vez, sem estresse. Aguardar o tempo de cada um, estimulando da forma correta (sem excessos!) e colaborando para um desenvolvimento saudável e feliz. Brincar com os filhos faz toda a diferença. Vamos viver essa emoção!

E para ilustrar essa emoção, nada melhor do que um feriado em homenagem a Nossa Senhora para comemorar o dia das crianças com os pequenos. Aqui em casa isso foi literal. O dia foi plenamente dedicado à criança. Lucas, obviamente, madrugou e o nosso dia (meu e dele) iniciou pouco antes das cinco. Beleza. É o momento em que mais aproveitamos juntinhos para nutrir ainda mais o nosso amor. Leitinho materno para começar e um aconchego mais do que maravilhoso que me revigora sempre. Depois disso, chão! Brincadeiras no "tapetão" até um papai babão acordar e começar uma sessão de beijinhos e cheirinhos na cama com direito a muitas cócegas. O irmão querido acordou mais tarde, cheio de energia para aproveitar o dia com seus novos amigos o Batman e o Coringa - haja criatividade! Mais tarde a tão esperada chegada dos primos Icaro e Rafa com seus pais, minha querida prima Rosinha e meu querido "primo" Israel - quadra, piscina e muita diversão. Depois a chegada de mais primos amados - Pedro, Dudinha e Hanna completaram um dia de muita alegria que se estendeu até à noite para a comemoração do sexto mês de meu pequeno Lucas. Foi um dia muito especial - as crianças adoraram e nós adultos, principalmente os papais se envolveram por completo na brincadeira. Foi muito bom mesmo. Depois posto algumas fotos aqui.

E para completar, essa semana termina com mais um dia significativo: o dia do Educador. Em especial, quero homenagear aquelas pessoas que hoje se fazem mais presentes em minha vida: a equipe da Gira Girou - escola que Mateus está desde o seu oitavo mês, quando iniciou no berçário. E quero dizer a todos eles, desde o primeiro que encontro que pode ser Dinho ou Guto até Geni que vejo de vez em quando se adentro a cozinha, que cada um tem uma importância singular em nossas vidas; que cada um tem um papel inesquecível para Mateus e para nós, os papais também. Eu admiro demais o trabalho da equipe e torço para que essa família cresça e tenha muito sucesso pela frente. Quando escolhi vocês, não imaginava o que me aguardava mais na frente e, hoje, tenho certeza de que vocês são a escola ideal e que colaboram demais para a educação e a formação dos meus filhos - incluindo aquela que considero a mais bela de todas elas: a de serem homens de bem. Parabéns Gira Girou!




quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Em busca da Felicidade

Assisti hoje no Bom Dia Brasil uma matéria que dizia assim: Projeto no Senado quer transformar felicidade em direito social. Agora parece que felicidade será definida por lei. Uma resolução da ONU reconhece que a busca da felicidade é direito humano fundamental. A matéria discorreu sobre o que é felicidade e sobre o que as pessoas consideram felicidade e, obviamente, como uma norma poderia regulamentar o direito à felicidade...
Fiquei pensativa... Refletindo sobre felicidade em minha vida. Fiquei imaginando se eu sou uma pessoa feliz, se meu esposo é um homem feliz, se meus filhos são felizes, se meus pais são felizes... Será que é possível definir esse sentimento?
E aí uma filósofa resolveu explicar assim: “A ideia de felicidade, em geral, historicamente, está relacionada a um estado de complementação, de duração dessa complementação, ou seja, da ausência de conflito. Estar feliz é estar com todas as coisas ajeitadas e resolvidas. E isso é falso. A pessoa sente que está feliz, mas se ela é honesta com sua sensação, ela vai ter de admitir que já se sentiu assim, mesmo quando nada objetivamente estando no lugar”
Pois é... Eu acho que a gente não pode dizer que alguém é feliz ou infeliz, mas se está ou não está feliz ou infeliz... Pelo menos é assim comigo, porque no geral, me considero sim uma pessoa feliz, mas em alguns momentos me senti infeliz.
Sou feliz porque tenho saúde, sou feliz porque meu esposo tem saúde, meus filhos têm saúde, meus pais têm saúde... Minhas necessidades básicas são satisfeitas, tenho um trabalho legal, estou rodeada de amigos fantásticos e a cada dia que passa tenho mais certeza disso.
No final da matéria, um senhor constitucionalista encerrou com chave de ouro, citando o poeta Vicente de Carvalho, assim: “Essa felicidade que supomos árvore milagrosa / Que sonhamos, toda arreada de dourados pomos / Existe sim / Mas nós não a alcançamos / Porque está sempre apenas onde a pomos / E nunca a pomos onde nós estamos”.
Acho que encerra perfeitamente tudo o que eu penso: a felicidade é algo muito mais simples do que imaginamos e a busca por ela é bem mais fácil do que muitos pensam...

Recalculando Rota*

A ideia de escrever esse texto surge de uma necessidade absurda de expressar a minha gratidão. Sim, esse é o sentimento mais marcante dessa...