sábado, 7 de julho de 2012

Saudade eterna...

Minha saudade tem cor, minha saudade tem nome. E tem nome de flor: Rosa...

Hoje é um dia muito difícil e triste para mim. Perdi a minha avó querida. Aquela que me criou, que me ensinou tantas coisas, que puxou a minha orelha quando precisou, que me deu colo quando precisei...

E hoje, depois de uma noite sem muito dormir, acordei com a notícia de que minha vó estava aos poucos se despedindo dessa vida... E ela lutou tanto, mas o coração, aquele coração cheio de amor, aos 85 anos, se cansou... E minha avó descansou. Descansou daqueles dias tão complicados, sofridos, de angústia...

Eu já sentia aos poucos a despedida, em cada palavra dela, nos pedidos de oração, na gratidão explícita a cada um da família. Mas, a saudade que eu sinto agora, eu sei, nunca vai acabar... Tentava me consolar, confortar minha família, mas, apesar de ter consciência que esse momento estava próximo, agora que ele chegou, eu mesma não sei para onde olhar, não sei bem o que dizer... Acabou.

Minha avó é símbolo de amor, de união para todos da minha família. Mulher forte, mãe de oito filhos, avó de vinte e um netos (!!!) e bisavó de onze bisnetos. Amava a cada um e se alegrava com a presença de todos. Minha avó não era intelectual dos livros, mas era muito entendida da maior lição: de amor. E eu que aprendi tanto com ela, que vivi intensamente esse amor, com direito a muitas declarações explícitas de ambas as partes, agora só sinto um aperto no peito, uma saudade que dói.

Mas, rezo por ti minha querida voinha, para que seja acolhida como merece. Chegou a sua hora. Vou sentir muita falta, mas tenho esperança de um dia ainda te encontrar... Te amo, minha querida. Jesus, Pai de cheio de amor, recebe e acolhe com alegria a minha querida vó Rosa.

Meu primo, Vinícius, postou um vídeo ontem, no facebook, da cantora Maria Gadú cantando a música Dona Cila. E aqui, peço licença à compositora porque vou trocar o Cila por Rosa, já que essa canção diz tudo...

"De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh'alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu

Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé

Salve, salve essa nega
Que axé ela tem
Te carrego no colo e te dou minha mão
Minha vida depende só do teu encanto
"Rosa" pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto

Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé

Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer

Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for

O fardo pesado que levas
Deságua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim"

(Maria Gadú - Dona Cila)

Saudade que não tem fim...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Viva São João!

Resolvi renovar meus sentimentos. Resolvi viver um recomeço... E sempre é cedo para isso! Aposentei a energia negativa de que as coisas não andavam funcionando. E como assim tudo isso aconteceu?

Bom, tudo começou no último sábado, quando Lucas me abriu um grande sorriso e eu pude perceber que mais dois dentinhos estão saindo! E olhei para o lado e vi um outro rapaz que ao vestir uma camisa percebeu que ela estava um tanto quanto justa em seu corpo. Sério,  por isso? Mas, não é  isso... Isso significa que os meus filhotes estão crescendo. E não dá para viver pensando em coisas outras que não digam respeito ao quanto eles tornam a minha vida mais feliz.

E isso bastou para que eu me sentisse melhor, para que eu esquecesse alguns pensamentos feios que andaram rondando a minha mente por alguns momentos. Arrependimento? Não. Foi só um momento. Aprendizado: este é o saldo. E isso me deixa muito satisfeita. Perceber que ao final (será que é mesmo) de tanta confusão, tanto desgaste eu me sinto uma pessoa melhor. Porque aprendi. Novas relações começam e eu estou muito orgulhosa de mim mesma por poder dizer que agora me sinto mais madura para um novo começo e por isso, tenho a sensação de que as coisas funcionarão melhor, mesmo que não dêem certo da forma que eu imagino ou espero...

Bom, lógico que além dessa percepção, um fim de semana pra lá de gostoso com os meus três amores me deixou com a energia renovada, me deixou revigorada!

Uma festinha de São João na praça, revivendo momentos gostosos ao lado do meu pequeno grande homem que corria feliz por aquele lugar que lhe é tão familiar e ao lado do meu amor e do meu grande bebê fizeram um fim de tarde de sábado feliz, com direito à caipira e tudo (o que eu não faço para convencer alguém a se caracterizar...). E uma tarde de domingo perto do mar, vendo o pôr do sol em um lugar mágico. Que delícia! A vida pode não ser perfeita, mas a natureza... E isso nos coloca no lugar de expectadores da vida, do tempo. Estamos aqui de passagem...

Ah, e por falar em São João, adoro! Adoro o clima, adoro as delícias (ô coisa boa!) e adoro as músicas, mas uma em especial: Volte logo, da banda Cacau com Leite. E essa tem sido a canção de ninar de Lucas há alguns dias e ele adora, encosta no meu ombro e juntos dançamos um forrózinho tão gostoso que só termina para ceder espaço a um soninho mais do que merecedor depois de um dia de tantas atividades e brincadeiras...

Agora, podem suspirar com os meus caipiras lindos de viver e FELIZ SÃO JOÃO!!! E para os meus filhotinhos: "O maior amor do mundo é o meu e ele é todinho seu..."






quarta-feira, 13 de junho de 2012

Quando julgamos...

O que julgamos ser óbvio
Quase nunca o é em verdade...

O que julgamos ser verdade
Quase nunca o é em absoluto...

O que julgamos ser absoluto
Quase nunca o é para sempre...

O que julgamos ser para sempre
Quase nunca vai além do amanhã...

O que julgamos ser até amanhã
Quase nunca chega até lá de fato...

Quando julgamos, quase sempre o fazemos com os nossos sentimentos...
E sem ter o conhecimento de todo o contexto, nos falta compreender o que seja a transitoriedade da vida...
Por isso, na maioria das vezes,  ERRAMOS...

Autor: Sérgio Rossetto.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dani, Dani...

Aí que ontem eu conheci alguém que eu ansiava por conhecer... Uma menina linda, doce, meiga e cheia de amor no coração, cheia de paz, com um olhar que semeia a tranquilidade, que transmite sinceridade e a mais pura energia de gratidão, de reciprocidade.

Eu conheci Daniella e no meio de toda a agonia de procurar uma babá, de decidir com quem os meus filhos ficam enquanto eu trabalho, eu escolhi que sempre ia me lembrar do olhar de Dani e de sua voz me dizendo assim: "você é muito linda, eu te amo" e eu de cá, emocionada, porque sei que o que ela me disse foi sincero e verdadeiro. Porque eu sei que Dani se encantou comigo tanto quanto eu me encantei com ela...

Dani, minha querida, vou aguardar ansiosa o nosso próximo encontro e vou sempre lembrar de você com todo o meu carinho e emoção... Obrigada por tornar o meu dia ainda mais feliz...

Vou contar por que...

Pois é... Dia desses escrevi aqui (depois de algum tempo sem escrever) que estava no limite... E, confesso, que de fato estou mais ou menos por aí mesmo...

As coisas não estão muito fáceis por aqui, há quase quatro meses que eu procuro por uma pessoa que me ajude com os meninos enquanto eu trabalho e... quatro tentativas depois, nada... Pior do que não ter uma babá é esse "entra e sai" de estranhas na minha casa, na minha vida, na minha intimidade, na minha privacidade... Difícil isso...

Aí vou contar uma coisinha para vocês: quando Mateus era bebê eu cuidei dele sozinha. E quando precisei de uma babá, não consegui me adaptar e aí, o que aconteceu? O filhote foi para um berçário, com oito meses. Foi uma decisão difícil, mas a melhor para a minha família naquele momento. Eu não concebia a ideia de deixar o meu pequeno sozinho com uma estranha, mas também não era muito simpática à possibilidade de deixá-lo na casa de alguma das avós diariamente... A nossa rotina iria ficar muito, mas muito complicada, além de complicar um pouco as relações familiares (eu não sou nada fácil, elas também não...).

Então Mateus foi para o berçário. E ficava lá o dia todo. Eu o deixava às oito da manhã e buscava antes das dezoito horas. Era uma rotina bem dinâmica, mas a que eu me acostumei e me adaptei bem. Aliás, todos em casa. O complicado mesmo era a incidência de viroses e infecções. Isso faz parte da vida escolar de qualquer criança. Mas, era complicado porque quando elas aconteciam, eu, que não tinha uma babá, precisava ficar em casa com ele e aí já viu... Deixava de trabalhar... Mas, enfim, foram alguns meses muito interessantes e de muitos ganhos e conquistas. Mateus aprendeu muitas coisas no berçário, eu estava satisfeita, Marcelo também, Mateus estava ótimo.

Mas, um dia, sem procurar, uma babá apareceu em minha vida. Digamos que, ela caiu do céu, porque eu não a procurei e ela me foi indicada e nós resolvemos tentar. Foi assim que Cris chegou em nossas vidas. Eu tive que me despir de alguns sentimentos e preconceitos, mas aceitei o desafio de ter uma babá. Mateus estava com quase um ano e meio e se adaptou super bem. Ficava um turno no berçário e o outro em casa. As coisas funcionaram muito bem em minha casa e para a minha família. As nossas rotinas mudaram bastante, acho até que a gente acabou se acomodando muito (acho que isso não foi bom, risos) e Cris se tornou de fato uma parceira. Eu mal pensava e ela já sacava. Parecia até que lia os meus pensamentos. Posso até dizer que Cris era muito melhor para mim do que para todo mundo aqui de casa... Mas, como as coisas tem que ser, né... Lucas chegou e eu precisei voltar a trabalhar... E comecei a exigir demais. E a minha relação com Cris mudou bastante. Esfriou. Desgastou. Eu sentia que algo não ia bem. Eu já não estava tão satisfeita com algumas posturas dela (achava mal humorada, sem vontade) e depois de uma chata conversa, para tentar melhorar as coisas, Cris resolveu ir embora. Mas, Cris plantou uma boa semente no meu coração, não tenho mágoas dela. Algumas vezes só lamento não ter dado a atenção que ela merecia. Mas, não foi por falta de vontade, mas pura e simplesmente por falta de tempo. Sempre guardei um bom sentimento por ela que continua em minhas orações.

Nada fácil... Uma babá que caiu do céu e então eu precisava de fato procurar uma "substituta", "sucessora", ou qualquer coisa parecida. E já se vão quase quatro meses. E já se foram quatro pessoas diferentes.

Algumas pessoas me disseram que babá é difícil para todo mundo quando eu disse que a babá para cuidar de um bebê "especial" precisa ter um quê "especial" também. Quase fui "comida" por algumas mais estressadas com o meu comentário. E calma lá galera, mas a mãe em questão sou eu... Não estava falando nada com a intenção de dizer que o meu problema é mais difícil ou pior do que o de ninguém. Mas, eu sinto isso. Por causa das exigências, por causa da paciência, da consistência, da persistência, se a babá não estiver comprometida, não dá... E, de fato, não pode ser qualquer uma... Precisa ser "especial" mesmo. E eu continuo em busca de alguém que não precisa ser perfeita, nem saber de tudo, mas que tenha comprometimento, boa vontade e paciência, que seja parceira. Espero que tão logo ela apareça, que eu a encontre ou que eu a conquiste... Quem sabe não pode ser assim?

É por isso que as coisas não estavam fáceis, porque além de estar à procura, já convivi com quatro pessoas diferentes. E para completar, o meu pequeno ainda apareceu todo pintadinho na semana passada, com febre... Por isso, desabafei. E apesar de não ter escrito nada além de um grito de socorro velado, algumas pessoas leram nas entrelinhas e ficaram preocupadas comigo. Por isso, preciso agradecer com todo carinho e gratidão... Obrigada, vocês são incríveis.

terça-feira, 5 de junho de 2012

No limite...

Eu estou verdadeiramente cansada e a ponto de surtar... Quem sabe arranjo um tempo depois para desabafar...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Novas pérolas

E nesse bafafá de procura por uma babá legal, estou eu no quarto me arrumando para sair e eis que escuto o meu rapaz de quatro anos falar: "Ô Nádia, por que Luquinhas está no colo? Você sabe que ele tem que engatinhar, né? Precisa ficar no chão. Ah, assim não vai dar..."

Quem guenta com isso? Só me restou rir um pouco dessa figura...

Recalculando Rota*

A ideia de escrever esse texto surge de uma necessidade absurda de expressar a minha gratidão. Sim, esse é o sentimento mais marcante dessa...